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5 questões sobre cirurgia bariátrica

A obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. Os pacientes com excesso de peso podem desenvolver doenças como AVC, infarto, diabetes, hipertensão, apneia do sono, entre outras. A cirurgia bariátrica amplia a expectativa de vida das pessoas obesas. Uma porcentagem considerável delas apresenta uma melhora significativa dessas patologias. Por exemplo: em alguns casos, menos severos, se o indivíduo é diabético e realiza o procedimento, ele tem grandes chances de reverter o quadro.  

A cirurgia bariátrica não faz milagre, afinal o método visa ajudar os obesos mórbidos no desenvolvimento de um estilo de vida mais saudável e requer comprometimento. Confira cinco importantes questões relacionadas a esse tipo de tratamento:
 
1-    Quem deve fazer cirurgia bariátrica?
O Índice de Massa Corporal (IMC) é utilizado para avaliar o grau de obesidade. A técnica é indicada para pacientes com IMC maior que 40 kg/m² e para pessoas com IMC igual a 35 kg/m² e que tenham outras doenças associadas à obesidade.
 
2-    Como é feita a escolha do tipo de cirurgia bariátrica?
Existem vários tipos de procedimentos gastrointestinais para perda de peso. A indicação dependerá da obesidade do paciente e da comorbidade. Isso deve ser avaliado pelo especialista.
 
3-    Quais são os riscos desse método?
Os dois principais riscos são: fístulas – abertura da região que foi suturada e tromboembolismo pulmonar, entre outras complicações.
 
4-    Após a cirurgia, ainda é necessário fazer dieta?
Esse procedimento cirúrgico é apenas a metade do caminho. Entre 20 e 25% dos pacientes que realizam a cirurgia bariátrica voltam a engordar. O procedimento só é eficiente quando há alterações no padrão diário de alimentação. É fundamental manter uma rotina saudável com dieta e exercícios.
 
5-    O álcool é perigoso para o tratamento?
Sim. O álcool é calórico, reduz a absorção de alguns nutrientes e agride as mucosas do estômago e do intestino, podendo causar gastrite e esofagite no local operado. Existe um mito de que o álcool cause dependência após a cirurgia. No entanto, não há estudos que comprovem isso. O que ocorre é que durante o período de readaptação do aparelho digestório, a absorção é mais rápida e isso acelera a embriaguez mesmo com a ingestão de pequenas quantidades. Principalmente nos primeiros seis meses, o paciente deve evitar bebidas alcoólicas e gaseificadas, pois o resultado da cirurgia pode ser afetado.  



 

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