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Mitos e verdades sobre a saúde do fígado

Olá. O fígado é um dos órgãos do corpo que mais sofre com mitos e crendices populares. Por esse motivo, eu resolvi esclarecer alguns mitos e verdades sobre o assunto. 

1) Enxaqueca pode ser causada pelo fígado
MITO. Esse é um dos mitos mais comuns que existem. O fígado leva a culpa por muitos sintomas da enxaqueca, mas ela geralmente é causada por uma região cerebral chamada mesencéfalo, que quando acionada provoca enjoos e vômitos. Alguns alimentos mais gordurosos podem sim, provocar a ativação dessa região, não por que atingem o fígado, mas sim por conta de substâncias ou aditivos que atingem receptores químicos ativando o mesencéfalo.

 2) Os sintomas da ressaca são causados pelo fígado
MITO. Outra injustiça com o fígado. Os sintomas da ressaca são causados pelos efeitos do álcool sobre o cérebro e não por causar alterações no fígado. Isso não significa que a ingestão em excesso da substância não cause problemas, principalmente em longo prazo. 

3) Enjoo é sinal de problemas no órgão
PARCIALMENTE VERDADE. Enjoos são sinais de diferentes problemas. Desde sinais de infecções até alterações intestinais. Um dos órgãos mais atingidos é o fígado. 

4)  Alguns chás podem fazer mal à saúde do órgão
VERDADE. Embora não existam pesquisas científicas que corroborem a afirmação acima, especialistas têm observado o aumento de casos de intoxicação no órgão por causa do consumo excessivo de alguns tipos de chás. Os mais observados como prejudiciais são: Sacaca, Kava-kava, carrapicho e poejo. 

5) Alimentos doces contribuem para a diminuição dos sintomas de hepatite
MITO. Outra grande crendice a respeito da saúde do fígado. Em geral, o açúcar se transforma em gordura, o que em excesso pode sobrecarregar o órgão. 

6) O fígado se regenera sozinho
VERDADE. Um fígado em estado saudável consegue se regenerar sem ter o prejuízo de suas funções habituais, o que facilita inclusive a doação de parte do órgão para transplante entre vivos. Por outro lado, em casos de cirrose e neoplasias, após a retirada de um pedaço da estrutura, ela cresce até atingir o tamanho normal, mas pode perder algumas funções e veias originárias da parte retirada. 

Conhece algum mito sobre a saúde do fígado? Envie-me e eu esclareço! Até a próxima. 

Esponja encontrada no mar do Alasca pode ajudar a combater o câncer de pâncreas

Bom dia! No post de hoje, eu vou falar sobre uma descoberta que pode trazer benefícios no tratamento do câncer de pâncreas.  

Pesquisadores do Alaska Fisheries Center descobriram que uma esponja verde da espécie Latrunculia austini – organismo encontrado no Oceano Pacífico, próximo à região do Alasca, pode ajudar a combater a neoplasia de pâncreas.

Segundo estudos, moléculas presentes na esponja seriam capazes de destruir as células cancerígenas desse órgão, e, portanto, teriam um papel importante para a regressão da patologia, que é um dos tipos mais letais de neoplasias.

Apesar de a novidade ser animadora, são necessários novos estudos para comprovar a atuação da molécula no organismo humano. 
 

Novo exame pode contribuir para a detecção precoce do câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas é uma das neoplasias mais agressivas já descobertas. O seu difícil diagnóstico e desenvolvimento rápido o torna uma das doenças mais letais, e com poucas chances de cura. Hoje, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), esse tipo é responsável por 4% do total das mortes por essa doença. Mas, isso pode mudar em um futuro próximo.     
 
De acordo com um estudo publicado recentemente na Revista Science Translational Medicine, um novo exame de sangue poderia diagnosticar o câncer de pâncreas nas primeiras etapas de desenvolvimento. A pesquisa aponta que o teste detecta uma combinação de cinco proteínas tumorais que parecem ser uma assinatura confiável da doença.  Se for validado, o teste pode contribuir para a detecção rápida do câncer de pâncreas ainda em estágio inicial, aumentando o prognóstico de tratamento e melhorando a expectativa de vida do paciente. Apesar de animador, o estudo ainda depende da realização de novos testes para a validação da técnica. 

Câncer de Vesícula – Parte 2 – Sinais e sintomas

Câncer de Vesícula

Olá! Hoje eu vou falar sobre os sinais e sintomas do Câncer de Vesícula Biliar. Geralmente, a neoplasia só apresenta sinais em casos mais avançados. Mas ainda assim, é importante ficar atento aos sintomas.

Os principais são:

- Dor abdominal constante e persistente. Geralmente do lado superior direito do abdômen;

- Náuseas e vômitos;

- Perda de apetite e perda de peso;

- Vesícula inchada que ocasiona inchaço abdominal;

- Icterícia;

- Febre persistente, acima dos 38º;

- Fezes e urina escuras.

Se apresentar qualquer um desses sintomas, procure imediatamente um gastro-oncologista. No próximo post, falarei sobre tratamento e prevenção dessa doença. 

Câncer de Vesícula – Parte 1 – Incidência e formação

Olá. Hoje eu começo uma série de posts sobre câncer de vesícula. Neste post, eu falo sobre a incidência e formação da doença.

A vesícula biliar é um órgão pequeno, em formato de “pera”, localizado em baixo do fígado, do lado direito do corpo. A sua função é armazenar a bílis, substância produzida pelo fígado que ajuda a decompor a gordura presente no organismo.

Quando as células desse órgão passam por anomalias e se desenvolvem desordenadamente, forma-se o câncer de vesícula. Essa é uma neoplasia de difícil diagnóstico e que nem sempre apresenta sintomas na sua fase inicial.

O tratamento de sucesso da patologia depende do estágio de diagnóstico da doença, mas apenas 20% dos casos são identificados em desenvolvimento inicial, o que diminui as chances de cura.

A maior parte dos tumores de vesícula são adenocarcinomas e se iniciam nas glândulas próximas a essa estrutura. Apenas 6% são chamados de adenocarcinomas papilares. Esses têm um melhor prognóstico do que o tipo citado acima, e são menos propensos a atingir linfonodos e órgãos próximos.

Causas

Estudos frequentes apontam três causas principais para o câncer de Vesícula.

- Inflamação crônica da vesícula;

- Presença frequente de cálculos biliares;

- Anomalias nos dutos responsáveis pelo transporte da bile.

Por isso, pacientes com infecções biliares crônicas e também com muitos episódios de pedra na vesícula devem fazer acompanhamento frequente com um gastroenterologista.

No próximo post, eu falo sobre os sintomas dessa neoplasia. Cuide-se!

Dieta Cetogênica pode ajudar a combater o câncer de pâncreas

Recentemente, o jornalista Marcelo Rezende – diagnosticado com câncer de pâncreas e fígado – iniciou um tratamento com a Dieta Cetogênica para o combate ao problema.

Nesse tipo de tratamento, o paciente corta todo o tipo de açúcar e alimento energético da alimentação e ingere apenas substâncias ricas em proteínas e em gorduras. Acredita-se que ao privar o organismo desse tipo de comida, é possível “matar as células do câncer de fome”, e dessa forma, levar a neoplasia à remissão.

 Embora a técnica pareça animadora, ainda é considerada uma terapia alternativa, já que não…
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